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Gostaria de fazer chegar a outros biodanzantes o que me surgiu aquando da notícia da morte de Rolando Toro.

Biobeijos e bioabraços a todos

 

Quero-te dançar em sonho…

 

Sonhei-te morto mestre…

É porque morri.

Chorei-te neste egoísmo de te querer

prender a mais uma dança…

Chora o momento, não a vida.

Para onde vais mestre?

Dançar no infinito, sempre dançar…

E onde vou mais beber a irreverência,

da criança curiosa, do poeta mago,

do bailante virtuoso…?

Em ti. Tudo és tu e tu és tudo.

Não te detenhas no evidente,

Dança-te, vive-te.

Mestre voltarei a ver-te…?

Em cada dança, e quiseres falar,

dança-me em sonho…

 

A Rolando Toro, um Mestre que tanto me disse com a profundidade do silêncio no seu olhar.

 

Luís Miguel Alfaro

 

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